Natural de: S. Paulo (SP), mas já morei em Ourinhos, S. Bernardo do Campo, Ribeirão Preto e S. Caetano do Sul (SP), Londrina e Curitiba (PR), Palmares e Recife (PE) e São Luís (MA), portanto me considero um paulista-paranaense-pernambucano-maranhaense...
Quando você começou a andar de skate?Comecei andar de Skate em 1985 com uns amigos (Gutinho, Fabinho, Maurício Lobo, Ivan etc) no bairro Planalto Paulista em S. Paulo, onde aconteceram os primeiros campeonatos de Street no Brasil, os do Colégio Albert Levy. Na epóca vários skatistas de renome frequentavam aquele bairro (Pois é, Porque?, Bolão, Celão, Luisinho, Not Dead etc) porque o Bruno Casna Zóio havia feito um quarter-pipe atrás do Aeroporto de Congonhas, onde eu aprendi a dar as primeiras batidas e dropar.
Qual o seu local preferido? Na verdade não existe apenas um local, pois gosto sempre de procurar lugares desconhecidos para andar. Mas não posso deixar de comentar que é divertido andar na pista de S. Bernardo do Campo, CEU Meninos, CEU Butantã, CEU Cidade Dutra, CEU Campo Limpo, CEU Veredas, Toobsland, Riacho Grande, S. Sebastião, Guararema (todas em S. Paulo), Mini Ramp da MT3, Banks do Jd. Ambiental, Mini do Jd. das Américas, Drop Dead Skate Park, pista do Gaúcho (todos no Paraná), Lagoa da Jansen (MA), Mini Ramp da Lagoa do Araçá (PE). Mas qualquer pista, bem ou mal construída, são legais se eu estiver fazendo uma sessão com os amigos.
Qual as suas maiores influências?São meus amigos (Murilo Toma, Marcelo Santos, Arthur Carvalho, Celson Cebola, Paulo Bassi, Marcos Hiroshi, Humberto Beto, Alexandre Vianna, César Gyrão, Ari Bason, Daniel Arnoni, Robson Reco, Nilton Urina, Marcelo Calazans, Denis Buiu, Ragueb Rogerinho, Carlos Eduardo Dias, Marcus Cida, Roberto Ferreira, Sidney Arakaki, Marcelo Viegas, Cesinha Lost, Rafael Parizotto, Alex Carolino, Franco Bertognoli, Miguel Catarina, Marcelo Kozake, Rodrigo Maluf, Henrique Banana, Tonico Ferreira, Júlio Detefon, Evelyn Leine, Christie Aleixo, Tatiane Marques entre milhares de outros) e minha família.
Que tipo de som você gosta de ouvir antes, durante e depois das sessões? Adoro música e sou eclético, gostando de Rock, Rap, Hardcore, Punk, Ska, Surf Music, Skate Rock, Jazz, Bossa Nova e Reggae. Entre as minhas bandas prediletas estão Agent Orange, Free Beer, Black Fag, The Faction, Suicidal Tendencies, Beastie Boys, Cypress Hill, Run DMC, House of Pain, Sonic Youth, Dinousar Jr, Pixies, Nada Surf, The Cure, The Cult, Bad Religion, Pennywise, Ramones, The Ventures, Dick Dale, Thrashmen, Stray Cats, Elvis Presley, Eddie Cochran, Bob Marley, The Specials, The Beatles etc.
O que vc acha sobre estilo? Isso influi no skate?Com certeza Estilo influi no Skate, pois demonstra como cada skatista lê e vive este esporte/estilo de vida. Tem a ver com plasticidade, facilidade e tempo de prática. Cada skatista tem seu estilo, mas isto não impede de ninguém se divertir, o que é mais importante quando se anda de skate...
Na sua opinião o que as marcas nacionais devem fazer para" bater de frente" com os produtos gringos? A Indústria nacional está no caminho certo, melhorando o material brasileiro cada vez mais se comparado há alguns anos atrás. Lembro que quando comecei a andar de Skate as peças nacionais eram muito ruins, shape sem resina, trucks que quebravam facilmente e rodas de plástico. Para competir era preciso ter um skate totamente importado. Hoje o skate fabricado no Brasil tem como ser utilizado para treinar e competir tranquilamente. Claro que a Indústria Norte-Americana continua na frente em termos de qualidade e tecnologia, porém é devido ao fato do poder aquesitivo do povo norte-americano, europeu, japonês e australiano (Mercados onde ela atua) ser bem maior do que do brasileiro, podendo vender por um valor acima que haverá demanda. Já no Brasil as empresas se investirem em qualidade nos seus produtos, terão que vender por um preço igual ou maior do que dos importados e aí os próprios skatistas não poderão comprá-los. Assim pelas características da Econômia Nacional, ainda bem que existem uma Industria Brasileiro fabricando peças com preços acessíveis à maioria dos praticantes, em boa parte que dependem dos pais por não trabalharem...
TRABALHO x SKATE. Qual foi sua experiência de trabalhar e andar de skate?É a melhor coisa do mundo! Dou graças a Deus poder trabalhar com o que gosto: Skate. Para quem não sabe tenho uma produtora de eventos de Skate (campeonatos, turnês, demos etc) chamada Goforit Eventos. Trabalho com isto desde 1988 e amo o que faço! E não tem dinheiro que pague trabalhar com que gosta. Além de trabalhar com a Goforit, também ajudo a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) na qual atualmente ocupa a diretoria esportiva. Então é gratificante poder contribuir com o desenvolvimento do Skate no país. Quais são seus planos para o futuro? Continuar andando de Skate e me divertir, trabalhando com a Goforit Eventos e ajudando sempre para que o Skate Nacional chegue ao lugar que merece: reconhecido pela sociedade e poder público, com melhores condições de trabalho para os profissionais do Mercado, com mais e melhores locais para a prática do Skate e ajudando a formar o cárater de crianças e jovens. Para finalizar deixe uma mensagem... Que todos lembrem que o objetivo principal na prática do Skate é a diversão, que patrocínio e conquistas são resultados de força de vontade e perseverância, porém não os mais importantes, que todos devem fazer sua parte para construir um Mundo melhor e que levamos da vida são os amigos, as experiências e lugares que conhecemos.
Nome completo: Edson Henrique Scander, mas meus amigos me chamam de Ed